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Claudia e ciaFebruary 13 A Alegria que vem de AmanhãA vida é engraçada em alguns momentos, triste em outros, dura em mais alguns, amorosa em vários outros, enfim, ela nos leva a vivenciar milhares de diferentes momentos e, assim, experimentamos milhares de novas sensações. Uma sensação que tem afetado muito o dia-a-dia das pessoas é a tristeza por perdas; perdas em geral. Em certos momentos como, por exemplo, quando perdemos um ente querido, perdemos um emprego desejado, não passamos na prova do vestibular, terminamos um relacionamento, ou outra situação contrária ao nosso desejo ficamos realmente entristecidos. O ser humano já está sensível em decorrência da competitividade, da falta de amor, da falta de carinho e de afeto que a sociedade impõe hoje. E qualquer perda é um agravante para que essa sensibilidade aflore e algumas pessoas entrem em depressão, ou sejam tomadas por uma tristeza profunda. Entretanto, existe alguém capaz de sarar nossa alma, de curar nossas feridas e quando estamos caminhando ao lado dele temos o discernimento de sermos mais que vencedores. O nome dele é Jesus! Por toda a Bíblia podemos encontrar diversas situações e diversas pessoas que sofreram e vivenciaram as piores aflições que um ser humano pode passar, mas sempre houve um livramento. E no livro de Salmos, capítulo 116, versículo 8, você pode ler o seguinte: “Pois livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés de tropeçar.” É esse o único Deus capaz de trazer à existência as coisas inexistentes, só ele é capaz de transformar uma vida e fazer essa pessoa mais do que vencedora. Por isso, as pessoas precisam parar de viver a dar lugar apenas aos problemas. Todos precisam ter uma coisa chamada confiança. Confiar é, segundo o Dicionário Aurélio, ter fé! E a fé é, ainda segundo o Aurélio, uma adesão pessoal a Deus, seus desígnios e suas manifestações. Então, pelo conhecimento de que a fé é o que nos move aos lugares mais altos, podemos transformar qualquer perda em uma conquista; qualquer tristeza em alegria; qualquer aparente derrota em uma grande vitória, desde que queiramos realmente que isso aconteça e depositemos nossa confiança em JESUS Cristo. E como está escrito: “Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.” (João 16.22.) Artigo extraído do site www.novo.lagoinha.com January 25 SacerdócioQuando, no século XVI, Martinho Lutero pregou suas 95 teses na porta daquele templo, acabava de iniciar o movimento que hoje conhecemos por “Reforma.” Sua intenção foi a de expor os erros da Igreja a trazê-la volta a Deus. Naqueles dias grande parte da revelação divina havia sido perdida. Muitos aspectos elementares da vida espiritual, tais como a salvação pela fé, hoje considerados certos e indiscutíveis, eram então desconhecidos. Deus, naquela época, usou Lutero para mostrar que o Cristianismo seguia por um caminho errado, contrário à Sua vontade. No entanto, muitos enganos e desvios do cristianismo não chegaram a ser notados por esse irmão e, à medida que passaram os séculos, Deus continuou a revelar outras verdades esquecidas, como, por exemplo, o uso e função dos dons espirituais e o verdadeiro significado da adoração e da santificação. O que se pode notar é que, desde o tempo de Lutero, tem havido um contínuo aumento das revelações divinas para o Seu povo. Mas essa evolução ainda não terminou e prosseguirá até que Cristo venha em Sua glória. Por essa razão, devemos estar sempre prontos para receber a orientação de Deus e agir de acordo com o que Ele atualmente estiver nos revelando. A exposição que passo a fazer representa parte do que, segundo penso, Deus deseja restaurar nestes dias. Em verdade, não chega a ser algo de “novo.” Tampouco é minha própria e independente revelação. São aspectos compreendidos por muitos cristãos sinceros por pelo menos um século. Não obstante, como veremos, as tendências naturais do homem tornam tais verdades difíceis de praticar e preservar. Desde o princípio os desejos de Deus para o homem são os mesmos. Ele anseia continuamente andar conosco em intimidade e doce comunhão. Era esse o Seu propósito ao criar Adão e ao chamar para Si os filhos de Israel e, por certo, é o seu desígnio hoje em relação à Igreja. Esse desejo amoroso tem em mira não só o corpo como um todo, mas também cada um de nós individualmente. A intenção de Deus é estabelecer conosco um relacionamento íntimo, o qual transformará nossa natureza e caráter, para serem como os Seus. No início Deus trabalhou apenas com indivíduos, como Noé, Sete e Enoque. Posteriormente é-nos apresentada a idéia de “povo de Deus”, ao lermos a respeito de Moisés e dos Israelitas no deserto. Mas mesmo naquela época Ele não buscava apenas uma multidão de adeptos religiosos. Ao contrário, o que desejava ardentemente era um relacionamento pessoal e íntimo com cada um. Já no começo, cerca de três meses após a saída do Egito, Deus falou a Moisés com relação aos Israelitas. Revelou sua intenção original e mais sublime para com eles. Disse Ele: “vós me sereis reino de sacerdotes...” (Ex. 19:6). Essa declaração demonstra o tipo de relacionamento que Deus pretende ter com cada um de nós. Ele planejou uma intimidade que os qualificaria a estarem em pé em Sua presença e a desempenharem as funções sacerdotais. Entre elas incluía-se o ministrar a Ele em adoração e intercessão e, a seguir, ministrar a outras pessoas, a partir do que fluísse de Sua presença durante aqueles momentos. Seu plano não era simplesmente que aprendessem a seu respeito e, depois, se envolvessem periodicamente com algumas atividades religiosas. Nosso Deus desejava intensamente que seu povo o conhecesse e se relacionasse com Ele pessoal e intimamente. Entretanto, é claro que os filhos de Israel fracassaram, não entrando nesse relacionamento com Deus. Quando Ele começou a aproximar-Se e a revelar-lhes Sua santidade no monte Sinai, afastaram-se Dele e transferiram a incumbência a um único homem, dizendo a Moisés: “Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Ex. 20:19). “...O povo estava de longe em pé; Moisés, porém, se chegou à nuvem escura, onde Deus estava” (v. 21). O coração daquelas pessoas não estava correto para com Deus, e, por isso, quando Ele passou a falar-lhes, não puderam suportar. Exatamente naquele instante, abandonaram o nobre chamamento que Deus lhes fizera e estavam satisfeitos em deixar que outro indivíduo se relacionasse com Deus em seu favor. Em vez de se arrependerem, depois de ouvirem as palavras sobre a justiça divina, e de permitirem que os limpasse, decidiram aumentar ainda mais a distância entre eles e Deus e acabaram por colocar um mediador que arcasse com toda a responsabilidade em seu benefício. Esse afastamento do ideal divino logo produziu seus frutos. Enquanto Moisés gastava tempo na presença de Deus, o povo foi seduzido pelas próprias paixões. O relacionamento pessoal com o Criador era tão limitado, que logo estavam duvidando de Sua existência e de Sua capacidade para cumprir promessas feitas. A solução encontrada foi criar para si mesmos um deus impessoal, profano e de fácil manipulação - um deus que não os amedrontasse e cuja presença não exigisse algo que não conseguiam praticar. A essa ponto, Deus os abandonou quase totalmente e tornaram-se inaptos para andar de acordo com a Sua intenção original (Ex 32:9-10). É provável que, por não haver o coração do povo em geral correspondido à Sua vontade, tenha Ele designado um grupo especial de sacerdotes. Talvez a tribo de Levi tenha sido escolhida porque estava pronta para ouvi-Lo, ao menos até certo ponto, bem como para executar Seus julgamentos (Ex 32:28). Vemos, portanto, que com a ordenação de um sacerdócio especial, para se aproximar de Deus pelo povo, a maioria da assembléia perdeu o privilégio de se tornar aquilo que seu Criador desejava que fosse. O sacerdócio levítico transformou-se numa espécie de obstáculo ou barreira, destinado a fazer Deus parecer mais remoto, de modo que se sentissem mais à vontade. Uma descrição semelhante é encontrada no livro de I Samuel. Os filhos de Israel nunca haviam tido um rei até então. O pensamento de Deus era que fossem únicos entre os povos - um povo governado exclusivamente pelo Deus poderoso e invisível. Eles, contudo, rebelaram-se contra tal proposta. Para se adaptarem a essa forma de governo, era necessário que cada um deles mantivesse um relacionamento pessoal com Ele. Isso não era fácil, principalmente para o homem natural. Portanto, aquelas pessoas uma vez mais rejeitaram os objetivos divinos e insistiram em ter um rei terreno. Desejavam por um líder palpável - um humano que pudessem enxergar, alguém que assumisse a responsabilidade de guiá-los, alguém que se colocasse entre eles e Deus. Samuel foi totalmente contrário a essa outra proposta. Mas Deus o confortou, dizendo: “Não se rejeitaram a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre eles” (I Sm. 8:7). Esse episódio nos traz para a situação de hoje. Não é de se espantar que haja grandes semelhanças entre os cristãos e o povo de Deus do Velho Testamento. A história da Igreja informa que, logo após a partida dos apóstolos, os líderes das igrejas começaram a obter um destaque cada vez maior. Bispos passaram a estender sua autoridade para além de uma cidade, por fim “cobrindo” regiões inteiras. Mais e mais ênfase foi colocada em posições religiosas e sobre a necessidade de submissão àqueles que as ocupavam. Essa tendência continuou através dos séculos até atingir seu apogeu com o aparecimento de chefes supremos, “infalíveis”. Pouco depois, as Escrituras foram completamente arrancadas das mãos das pessoas e essa inclinação por um intermediário, sobre a qual estamos comentando, chegou à sua expressão mais intensa. Tal avanço não deveria nos surpreender e, a menos que se faça um esforço conjunto contra essa tendência humana e natural, todos os movimentos cristãos se deixam levar para essa direção. Atualmente, embora o protestantismo tenha feito algum progresso, libertando-se da escravidão, das trevas e da idolatria encontradas no sistema do qual saiu, infelizmente ainda conserva alguns de seus erros. A despeito de as Escrituras ensinarem o sacerdócio de todos os cristãos (I Pe 2:5,9), a maior parte do moderno cristianismo o nega na prática. O que vemos em grande parte hoje nas igrejas é o ministério de apenas um ou, quem sabe, de uns poucos indivíduos escolhidos, ao passo que a maioria permanece como passiva observadora. Compreende-se perfeitamente o fato de geralmente não rotularem de “sacerdócio” a condição reinante entre os grupos cristãos. Seria um termo manifestamente anti-bíblico. Em substituição, temos outros títulos, tais como os de pastor, reverendo ou ministro. Contudo, a função dessas pessoas é, normalmente, quase igual ao serviço desempenhado pelo sacerdote levita. São eles que “ouvem de Deus,” transmitem a maior parte dos ensinamentos e do aconselhamento, cuidam da organização etc. É lamentável, mas a verdade é que em muitos casos o “pregador” é obrigado a fazer quase tudo. Já que essa é a situação predominante nos grupos cristãos hoje em dia e, ao que parece, universalmente aceita, muitos, talvez, perguntarão admirados o que haveria de errado em tudo isso. Para chegarmos à resposta, devemos, primeiramente, abandonar nosso gosto e concepção pessoais e ter uma reverência genuína pelos interesses e objetivos divinos. Se o homem fosse a única parte em jogo nessa situação, nossa discussão não precisaria ser levada tão a sério. Acontece que estamos aqui procurando entender e satisfazer as exigências de Deus e, por essa razão, devemos abordar o assunto com acatamento e temor. Mas isso não é tudo. Deveria estar patente para nós que Suas intenções visam, também, ao nosso próprio bem. Em verdade, quanto mais enxergarmos a vontade de Deus, mais perceberemos que Suas diretrizes e exigências não objetivam apenas Sua própria conveniência mas, destinam-se, igualmente, ao nosso eterno benefício. O plano de Deus para a Igreja é duplo. Primeiro, Ele nos instruiu a levar as boas-novas até aos confins da terra. Em segundo lugar, quer que sejamos transformados na Sua imagem. Pois bem, se formos cumprir essas instruções total e eficazmente para atingir tais objetivos, precisaremos antes ser pessoas íntimas de Deus! Cada um de nós tem de entrar num relacionamento próximo e pessoal com o Criador e preservá-lo. Todos fomos convocados para ser sacerdotes. Desse relacionamento, então, brotará o ministério sacerdotal, permitindo que os desígnios de Deus sejam atingidos. Jamais deveríamos depender de líderes ou de indivíduos dotados, para darem conta de tudo. Não deveríamos apoiar-nos em organizações internacionais, nem em animadas campanhas. Todos nós arcamos com uma parte dessa responsabilidade. A verdade é que se não estivermos ativamente engajados no trabalho de ministrar aos outros, quer pela pregação do evangelho, quer pelo exercício de nossos talentos espirituais, já caímos no erro. Deus espera que cada um de Seu povo esteja empenhado em seu trabalho. Somos todos ministros e todos fomos chamados e ordenados por ele para realizar um trabalho do serviço sacerdotal até a sua volta (Jo. 15:16). Quando Jesus Cristo ascendeu ao Pai, deu dons à sua Igreja. Esses talentos ou dons espirituais não foram só a uns poucos escolhidos, mas a todos (I Co. 12:7). Cada função e cada parte é vital, à semelhança do que acontece com nossos diferentes órgãos e membros. Quando uma parte aparentemente pequena ou insignificante não está funcionando normalmente, todo o resto sofre. Dá-se o mesmo com a Igreja hoje. Quando todo o trabalho é feito pelos superdotados, talentosos ou treinados, existe uma grande perda para o Corpo de Cristo e para Deus. Deveríamos nos interessar seriamente por essa verdade. Pouco importa o que você pensa de si mesmo ou de suas habilidades espirituais. Também não têm importância as diferenças existentes entre você e os demais. Mesmo aqueles que possuem um só talento são e serão solicitados por Deus a usá-lo ao máximo (Mt. 25:14-30). Se nos acovardarmos, comparando-nos com outros, ou se ficarmos temerosos e não fizermos nada, teremos de prestar contas um dia ao nosso Criador. Temos, é certo, o privilégio, mas também a séria responsabilidade de descobrir diante de Deus a que trabalho Ele nos chamou a realizar, para então começar-nos a aprender pelo Espírito Santo a nos exercitar na função que nos foi confiada. Sem esse tipo de ministério, não cresceremos adequadamente. Sim, talvez obtenhamos algum progresso-principalmente no início - mas, para que de fato atinjamos a maturidade, nós mesmos precisamos começar a ministrar. A medida que dermos, mais nos será dado. Trata-se de uma lei espiritual. Se somos meros recebedores - semana após semana escutando de outros que gastaram seu tempo na presença de Deus - nosso conhecimento provavelmente aumentará, mas nossas vidas não serão mudadas. Essa é a infeliz condição de muitos e muitos na Igreja de hoje. Temos nossos “super-astros,” talvez famosos e ocupados dia e noite, mas temos igualmente a “maioria passiva” a depender de outros para a realização do trabalho. As conseqüências danosas desse fenômeno às vezes não estão evidentes à primeira vista, principalmente numa organização “bem lubrificada;” contudo, elas estão ali ocultas. Um sem número de reuniões cristãs estão repletas de bebês espirituais superalimentados que permanecem inativos. Eles vêm semanalmente para receber e imaginam que, porque ouvem uma boa mensagem, estão bem com Deus. Não raras vezes, entretanto, tais indivíduos ainda possuem pecados escondidos e sérios desvios de caráter. Ao procurarmos servir aos outros, essas falhas ficam expostas. Quando começamos a ministrar, percebemos o quanto nossas vidas precisam de transformação e isso nos estimula a buscar o Senhor para nos libertar. Se desejamos verdadeiramente avançar em direção à maturidade, é essencial que todos nos tornemos sacerdotes–sacerdotes que estejam exercendo suas funções na casa de Deus. O ministério espiritual não tem como finalidade apenas o nosso crescimento, mas também o progresso dos demais. Não importa quais sejam as suas funções espirituais no corpo, existem sempre pessoas que precisam do que você tem. Quer seja uma pequena ou grande porção, é absolutamente indispensável. Em algum lugar, entre os cristãos que você conhece ou no mundo à sua volta, existem pessoas para as quais sua porção é muito importante. Por exemplo, os cristãos com quem você se relaciona podem estar buscando aquela porção específica de discernimento espiritual que você possui. É possível que muitos que você conhece estejam sofrendo porque você não reservou em tempo para orar por libertação, nem deu atenção às suas necessidades. É sempre mais fácil criticar ou fazer fofocas, do que orar ou auxiliar. Sua porção é certamente essencial para o crescimento e bem estar espiritual dos outros. Deus a entregou a você por causa deles, sendo, portanto, importante exercitá-la. Em Sua sabedoria, nosso Pai construiu a Igreja de tal sorte que cada membro depende dos demais. Assim sendo, para que “todos cheguemos” à maturidade (Ef. 4:13), a colaboração de cada parte é indispensável. A esta altura, alguém perguntaria: “qual é o papel dos líderes?” Sem dúvida a liderança tem base nos ensinamentos bíblicos e é necessária para uma condição saudável da igreja. Muitas vezes, entretanto, é também mal compreendida. O papel do líder é liderar. Isso não significa dominar ou controlar os outros, mas sim tomar a dianteira e avançar! Os demais irão notá-lo e segui-lo. As palavras “presidir” e “guias” encontradas em I Tm 5:17 e Hb. 13:7, 17 e 24, da tradução de Almeida, talvez tenham sido a fonte de muitos mal-entendidos. Estas palavras vêm do grego PROESTEMI e deveriam ser traduzidas como “posicionar-se antes” ou “preceder”. O encargo de um verdadeiro líder não é o de dirigir a igreja, mas sim o de auxiliar os outros a cumprirem o seu ministério, crescendo em tudo o que Deus lhes preparou. Tais líderes são facilmente reconhecíveis, pois sempre terão como prioridade os interesses e o progresso espiritual dos outros. “Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lc. 22:25-26). Os líderes que estão apenas alimentando a si mesmos (edificando seu próprio ministério, forrando seu próprio ninho financeiro etc.) e, como conseqüência, mantendo passivos aqueles que estão sob seus cuidados, enfrentarão o julgamento divino. Os que se exaltam e impedem o progresso dos demais, objetivando a sua própria segurança e autoridade, enfrentarão juízo ainda mais severo. A verdadeira liderança sempre será levantada por Deus. Se for resultado apenas de instrução teológica, de designação para um cargo ou de ambição pessoal, por certo se constituirá num obstáculo para o progresso espiritual. A organização religiosa e rígida pode também ser um empecilho para o cumprimento dos desejos de Deus. Dar conta de todas as tarefas ou manter as pessoas ativas não representa maturidade espiritual. Em verdade, até os que não crêem conseguem organizar com eficiência. A tarefa à mão não consiste em ter grandes prédios, ministérios “bem sucedidos” ou pessoas comparecendo às centenas. Tudo isso pode ser alcançado sem que a vontade de Deus tenha jamais sido atendida. Em Seu plano, a programação humana é substituída por ministérios espirituais, levantados por Ele em nosso meio. Planos futuros decorrem de sua orientação e a autoridade organizacional ou posicional é substituída pela verdadeira autoridade, que é espiritual. Quando fazemos as coisas à Sua maneira, as pessoas não são simplesmente encaixadas numa determinada tarefa a ser realizada. Por exemplo, precisamos de alguém que cuide das crianças ou que dê os avisos. Em lugar de solicitarmos voluntários, deveríamos agir de outro modo: o ministério de cada um é primeiramente descoberto, para depois serem incentivados naquela função específica. Porém, se as reuniões cristãs que você freqüenta se desintegrassem por completo caso as coisas fossem feitas na forma mencionada, tal obra não chega a ser um trabalho realmente espiritual. Só pode ser uma organização humana, a qual não está cumprindo os propósitos divinos, mas apenas conformando-se aos padrões do cristianismo atual. Talvez você esteja se reunindo com um grupo de cristãos onde inexiste qualquer encorajamento ou oportunidade para que você cresça em sua função. É provável que nesse grupo a experiência seja a de ter “um homem em evidência” ou de ter tudo tão organizado sem a orientação do Espírito que grande parte da vida divina já se foi. O seu talento pode estar sendo negligenciado, mal utilizado, ridicularizado ou desencorajado. Nada disso, contudo, poderá servir de desculpa à passividade. Quando você estiver diante do Rei, já não haverá ninguém mais para levar a culpa pelo descumprimento de suas funções sacerdotais. Considerando que Deus o preparou e chamou, Ele também irá prover uma forma de você começar a servir. Por exemplo, você poderá orar em qualquer lugar, a toda hora. Você pode proporcionar ajuda material sem precisar de uma permissão “oficial.” Pode ensinar e aconselhar. Quando você realmente começar á agir na função para a qual Deus o designou, as portas se abrirão diante de você e as pessoas reconhecerão a mão divina em sua vida. Provavelmente tudo começará vagarosamente a princípio e poderá até parecer pequeno e insignificante (Zc. 4:10). Todavia, à medida que você exercitar os talentos que Deus lhe deu, fiel e diligentemente, estes crescerão e você igualmente crescerá. A vontade de Deus é que sejamos para Ele reino de sacerdotes. Somos todos seus profetas (Ap. 1:5-6 e I Co. 14:1,31). Cada um de nós possui um ministério para ser desempenhado e serviços espirituais para realizar, os quais ninguém mais conseguirá levar a cabo da mesma forma que nós o faríamos. Quando aparecermos perante Ele, teremos de prestar contas de nossas obras (Ap. 2:23). Naquele dia, aquilo que realizamos testificará a nossa verdadeira condição espiritual. Não poderemos dizer que não conhecíamos as necessidades ou que não estávamos qualificados. Lembre-se que o mesmo Deus que operou poderosamente nos apóstolos e profetas vive também em cada um dos Seus filhos. Ele é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos se apenas O obedecermos. Precisamos encarar com seriedade essas considerações. Pensemos em nossas próprias vidas e vejamos se somos trabalhadores realmente ativos para o nosso Rei ou somente passamos de passivos observadores. Teríamos acaso estabelecido uma distância “segura” entre nós e Deus e deixado que outros assumissem a responsabilidade em nosso lugar? Ou será que nos retraímos em decorrência do medo ou da incapacidade humana e permitimos que outros realizassem o trabalho? Em caso positivo, paremos por um momento e arrependamo-nos diante Dele. Entreguemos novamente toda a nossa vida a Deus. Digamos-lhe que, de agora em diante, estamos totalmente dispostos a nos tornar um vaso para o Seu serviço. Depois disso, à medida que Ele nos dirigir, cooperemos com Ele diligentemente em sua vinha. Artigo extraído do site www.preciosasemente.com.br January 22 Comunicade dos DestemidosPertenço à comunidade dos destemidos. Tenho o poder do Espírito Santo. Minha decisão está tomada. Já dei o passo à frente, não vou olhar para trás, nem parar, nem reduzir a marcha, nem ficar inerte. Meu passado está redimido; meu presente faz sentido; meu futuro está garantido. Não quero mais a mediocridade, nem os joelhos macios ou as distrações tolas. Não estou mais interessado em prosperidade, riquezas, dinheiro, sucesso, fama ou promoções. Não preciso mais estar sempre com a razão, ser o primeiro, ser reconhecido, admirado ou recompensado. Agora vivo pela fé, descanso no poder do meu Senhor, motivado pela oração e trabalhando sob sua direção. Sigo com perserverança no caminho estreito e difícil. Os companheiros são poucos, mas meu guia é confiável e a missão é clara. Ninguém conseguirá me seduzir, iludir, distrair, retardar ou fazer contemporizar. Não vou desistir, não vou me calar, nem parar, até que tenha feito tudo o que posso pela causa de Cristo. Sou um discípulo de Jesus. Preciso prosseguir até que ele volte, dar tudo o que tenho e pregar até que todos o conheçam. Quando ele vier para os seus, encontrará meu estandarte bem levantado. Amém. Vem depressa, Senhor Jesus Cristo!! January 18 Preservando a cura na famíliaCura-me, Senhor, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor.(Jr 17:14) Deus ama a Família. Família é o principal projeto de Deus. Ele conhece sua vida e sua Família, portanto sabe as batalhas que você enfrenta. Talvez hoje você esteja enfrentado uma batalha porque o diabo odeia Família; ele sabe como roubar a bênção e fazer-nos perder o propósito. Não existe nenhum outro inimigo da Família, exceto o diabo. Sacerdote doente não é inimigo da Família; sacerdotisa enferma não é inimiga para a Família. Filho que não anda muito bem também não é inimigo para a Família. Preservar é mais importante que conquistar Uma pessoa, quando passa pela cura, deve preservá-la. Conservar uma conquista é mais importante que conquistá-la. A não preservação da conquista da cura faz a enfermidade voltar com mais força e pode ocorrer que a enfermidade vença. Todo um contexto é mudado se não conservarmos a cura, perdendo-a no meio do caminho. Uma Família curada deve preservar a cura já conquistada. Jeremias diz que o curado pode expressar a Deus louvor, agradecendo Aquele que é o promotor da cura, agradecendo por tudo que o Senhor está fazendo na sua vida e Família. O sacerdote transforma o ambiente familiar O sentimento no coração das pessoas hoje é de carência, rejeição, de não poder receber amor, a não ser que paguem por isso. Tornam-se mendigos de amor, e adoecem mais a Família. É por isso que você precisa entrar na situação e mudar a sorte da Família. Uma Família, quando curada, é como a mulher Samaritana: traz multidões aos pés de Jesus. Ainda que você olhe para a sua vida e pense que, por ser um homem comum, em você não está a cura para a sua casa, não pare por isso. Seja como Elias, que era um homem de paixão e sentimento, e orou para não chover e não choveu, orou para chover e choveu sobre toda a Terra (I Reis 17). Ele era um homem comum, mas com o coração diante de Deus. Então, seja como ele e creia que uma chuva nova virá sobre a sua Família e, dos céus, haverá um decreto de cura contínua sobre o seu lar. O tempo do profeta chegou, o coração do pai se converterá ao filho, e o do filho ao Pai, e o Senhor, o próprio Deus, arrancará toda maldição do seio da Família (Malaquias 4:5-6). Um sacerdote, para intervir na história, deve ser apaixonado, deve estar voltado para Deus. Não pode ser um sacerdote que apenas aprendeu a gerenciar vidas. Una-se ao líder que está sobre sua vida e busque cura para a sua vida, sua Família e aprenda como preservar a cura já conquistada. E se o inimigo quiser lhe dizer que não existe sacerdote perfeito e que você deve aceitar ou continuar com algumas enfermidades, não aceite. Porque ainda que o sacerdote não seja perfeito, ele deve andar com o Perfeito, o Senhor Jesus. E é o Perfeito quem transforma e restaura todas as coisas. Uma família cativa da esperança O melhor de Deus ainda está por vir na sua vida. Há algo muito lindo acontecendo nos céus da nossa cabeça. Estamos recebendo o manto sacerdotal. Como está escrito: “Voltai a fortaleza ó cativos da esperança, porque hoje vos anuncio que tudo vos será restituído em dobro. (Zc 9:12) Ver a Família curada é crer na restituição da esperança. Crer que toda a sua herança estará debaixo da aliança que você tem com o Deus Todo Poderoso. Jesus é o Sacerdote da mente curada. Não aceite caminhar com uma mente adoecida. A mente da Família deve estar centrada em Deus, deve caminhar pelos princípios da Palavra. Infelizmente, vemos muitas Famílias que aceitaram conviver com diferentes costumes dentro de suas casas. Sabemos que há um complô do inferno para destruir a Família com ferramentas usadas como desprezo, palavras duras, indiferenças, rejeições... Porém, creia que, na sua Família, dentro da sua casa, tudo será diferente. Todos estarão comprometidos com o Reino, pois é o tempo do Senhor e a Família bloqueará as ações do diabo. Ela não pode ter esse vírus rodeando o seu habitat natural. Removendo o engano com a verdade Precisamos proclamar a verdade. Dentro de casa, quando há o espírito de engano, surgem brigas e descrédito porque a mentira é o elo da escravidão e a verdade é o martelo que quebra o elo do engano e traz a cura para toda a Família. Por isso, mesmo que tudo esteja mal, saiba que Jesus está fazendo um milagre dentro do seu casamento e em sua Família. “E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne. Para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles me serão por povo, e eu lhes serei por Deus.(Ez 11:19,20) O Senhor tem para você e para a sua Família a cura da alma, a cura sacerdotal. Ele quer impedir toda interferência, livrar toda mente de confusões, dando espírito de paz e não de guerra, de vida e não de morte, de vitória e não de derrota, de bênção e não de maldição. Essa é a mente do Reino, a mente que Deus tem para o Seu povo e para a Família que confia nEle. Conclusão Conserve a cura em sua vida e Família, ordenando a sua carne que se submeta ao Espírito de Deus. Deus lhe dará habilidade para gerenciar e ordenar a carne que se submeta ao espírito. Não apenas o sacerdote ou a sacerdotisa, mas TODOS na Família são responsáveis em preservar a cura. O marido é responsável em proteger a alma da esposa. A esposa é responsável em proteger a alma do marido. Os pais são responsáveis em proteger a alma dos filhos. E os filhos são responsáveis em proteger a alma dos pais. É um complô, uma cumplicidade familiar. Precisamos alcançar esse nível de cuidado e zelo pela cura da Família. Você consegue vencer o ímpeto sendo cativo de esperança. A sua memória deve ser cheia daquilo que lhe traz esperança. Mantenha, em sua linguagem, palavras proféticas. Palavras proféticas curam qualquer nível de enfermidade familiar. Seja você um preservador da cura em sua vida e Família. Deus o abençoe. Artigo estraído do site www.buscafe.com.br January 07 O Melhor de DeusEu havia acabado de comprar um CD* e comecei a escutá-lo já no carro em direção a minha casa. Uma das músicas que me chamou mais atenção, dizia mais ou menos assim: “Eu preciso dizer como é difícil admitir que eu preciso de alguém que me faça feliz. Quantas vezes errei, pensando que encontrei alguém. Mas traído eu fui pelo meu coração”. No momento em que ouvi, em pensamento comecei a conversar com Deus. Na verdade, com um tom de indignação, pensei: “Porque será que é tão difícil encontrar a pessoa certa e ser feliz? Porque o Senhor permite que essas pessoas “erradas” passem em nossas vidas e nos façam sofrer?” Provavelmente teria continuado um bom tempo com as minhas lamúrias, até que ouvi a segunda parte da música que dizia: “Então me veio na lembrança que eu sou o melhor de Deus. E nasceu uma esperança de que eu terei o melhor”. Neste momento, as coisas começaram a melhorar e aquilo que era uma reclamação se transformou em um sentimento de alegria, pois pensei: “Deus tem o melhor para mim!” A partir daí tomei posse daquela palavra e passei a ouvir a música continuamente. Por que eu existo?
October 16 Perdão“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. - Mateus 5:23,24 A reconciliação não é algo a ser praticado somente entre nós e Deus, mas também para com nossos irmãos. Reconhecemos, que, à semelhança da cruz, também temos duas linhas do fluir da reconciliação: a vertical (o homem com Deus) e a horizontal (entre os homens). O mesmo perdão que recebemos de Deus deve ser praticado para com nossos semelhantes. QUEM NÃO PERDOA NÃO É PERDOADO O perdão (ou a falta dele) faz muita diferença na vida de alguém. A reconciliação horizontal determina se a vertical que recebemos de Deus vai permanecer em nossa vida ou não. A palavra de Deus é clara quanto ao fato de que se não perdoarmos a quem nos ofende, então Deus também não nos perdoará. Foi Jesus Cristo quem afirmou isto no ensino da oração do Pai-nosso: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. - Mateus 6:14,15 Deus tem nos dado seu perdão gratuitamente, sem que o merecêssemos, e espera que usemos do mesmo espírito misericordioso para com quem nos ofende. Se fluímos com o Pai Celestial no mesmo espírito perdoador, permanecemos na reconciliação alcançada pelo Senhor Jesus. Contudo, se nos negamos a perdoar, interrompemos o fluxo da graça de Deus em nossa vida, e nossa reconciliação vertical é comprometida pela ausência da horizontal. Cristo também nos advertiu com clareza sobre isto em uma de suas parábolas (faladas num contexto que envolvia o perdão): “Por isso o reino dos céus é semelhante a um rei, que resolveu ajustar contas com os seus servos. E passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o seu senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, e que a dívida fosse paga. Então o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: paga-me o que me deves. Então o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que havia se passado, entristeceram-se muito, e foram relatar ao seu senhor tudo o que acontecera. Então seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida. Assim também o meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. - Mateus 18:23-35 O significado desta ilustração dada por Jesus Cristo é muito forte. Temos um rei e dois tipos de devedores. Se a parábola ilustra o reino de Deus, então o rei figura o próprio Deus. O primeiro devedor tinha uma dívida impagável, enquanto que a do segundo estava ao seu alcance. Não há como comparar a dívida de cada um. Dez mil talentos da dívida do primeiro servo era o equivalente a cerca de 200.000 dias de trabalho, enquanto que os cem denários que o outro servo devia era o equivalente a apenas cem dias de trabalho. Esta diferença revela a dimensão da dívida que cada um de nós tinha para com Deus, e que, por ser impagável, estávamos destinados à prisão e escravidão eterna. Contudo, sem que fizéssemos por merecer, Deus em sua bondade, nos perdoou. Portanto, Ele espera que façamos o mesmo. O cristão que foi perdoado de seus pecados e recusa-se a perdoar um irmão – seu conservo no evangelho – terá seu perdão revogado. Isto é muito sério. As ofensas das pessoas contra a gente não são nada perto das nossas ofensas que o Pai Celestial deixou de levar em conta. E a premissa bíblica é de que se pudemos ser perdoados por Ele, então também devemos perdoar a qualquer um que nos ofenda. A FALTA DE PERDÃO É UMA PRISÃO Quem não perdoa, está preso. Lemos em Mateus 18:34: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida”. A palavra verdugo significa “torturador”. Além de preso, aquele homem seria torturado como forma de punição. A prática do ministério nos revela que o que Jesus falou em figura nesta parábola é uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa. Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas: angústia e depressão, enfermidades, debilidade física, etc. Muita gente tem sofrido com a falta de perdão. Outro dia ouvi alguém dizendo que o ressentimento é o mesmo que você tomar diariamente um pouco de veneno, esperando que quem te magoou venha a morrer. A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Por isso sempre digo a quem precisa perdoar: - “Já não basta o primeiro sofrimento, porque acrescentar um outro maior (a mágoa)”? Alguns acham que o perdão é um benefício para o ofensor. Porém, eu digo que o benefício maior não é o que foi dado ao ofensor, mas sim o que o perdão produz na vítima, naquele que está ferido. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada. Em outra porção das Escrituras (onde o contexto dos versículos anteriores é o perdão), vemos o Senhor Jesus nos advertindo do mesmo perigo: “Entra em acordo sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo”. - Mateus 5:25,26 Não sei exatamente como é está prisão, mas sei que Cristo não estava brincando quando falou dela. A falta de perdão me prende e pode prender a vida de mais alguém. Isto é um fato comprovado. Tenho presenciado gente que esteve presa por tantos anos, e ao decidir perdoar foi imediatamente livre. Isto também pode acontecer com você, basta decidir perdoar. SEGUINDO O EXEMPLO DIVINO Como deve ser o perdão? A pessoa tem que pedir o perdão ou merecê-lo para poder ser perdoada? Não. Devemos perdoar como Deus nos perdoou: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou”. - Efésios 4:32 O texto bíblico diz que nosso perdão e reconciliação horizontal deve seguir o exemplo da que Deus em Jesus praticou para conosco. Então, basta perguntar: - “Fizemos por merecer o perdão de Deus? Não. Então nosso ofensor também não precisa fazer por merecer”. O perdão é um ato de misericórdia, de compaixão. Nada tem a ver com merecimento. O apóstolo Paulo falou aos efésios que o perdão é fruto de um coração compassivo e benigno. O perdão flui da benignidade do nosso coração, e não por haver ou não benignidade no ofensor. Jesus disse que se eu souber que alguém tem algo contra mim, devo procurá-lo para tentar a reconciliação. Mesmo se tal pessoa não me procurar ou nem mesmo quiser falar comigo, tenho que ter a iniciativa, tenho que tentar. Deus ofereceu perdão gratuito a todos, independentemente de qualquer comportamento, e Ele é nosso exemplo! NÃO HÁ LIMITE DE VEZES PARA PERDOAR Certa ocasião, o apóstolo Pedro quis saber o limite de vezes que existe para perdoar alguém. E foi surpreendido pela resposta que Cristo lhe deu: “Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. - Mateus 18:21,22 O Senhor declarou que mesmo se alguém repetir sua ofensa contra mim por quatrocentos e noventa vezes, ainda deve ser perdoado. Na verdade, os comentaristas bíblicos em geral entendem que Jesus não estava se prendendo a números, mas tentando remover o limite imposto na mente dos discípulos para perdoar. Fico pensando o que seria de nós sem a misericórdia de Deus. Quantas vezes Deus já nos perdoou? Quantas mais Ele vai nos perdoar? Se devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou, então fica claro que não há limite de vezes para perdoar! O DIABO É QUEM LEVA VANTAGEM Já falamos que há uma prisão espiritual ocasionada por reter o perdão. E que demônios se aproveitam desta situação. Agora queremos examinar um outro texto bíblico que nos mostra nitidamente que a falta de perdão dá vantagem ao diabo: “A quem perdoais alguma cousa, também eu perdôo; porque de fato o que tenho perdoado, se alguma cousa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”. - II Coríntios 2:10,11 O apóstolo Paulo revela que se deixamos de perdoar, quem vai se aproveitar da situação é Satanás, o adversário de nossas almas. Disse ainda, que não ignorava as maquinações do maligno. Em outras palavras, ele estava dizendo que justamente por saber como o diabo age na falta de perdão, é que não podia deixar de perdoar. Precisamos entender que Deus não será engrandecido na falta de perdão. Que o ofendido não lucra nada por não perdoar. Que até mesmo o ofensor pode estar espiritualmente preso. O único que lucra com isso é o diabo, pois passa a ter autoridade na vida de quem decide alimentar a ferida do ressentimento. A Bíblia nos ensina que não devemos dar lugar ao diabo (Ef.4:27). Que ele anda em nosso derredor rugindo como leão, buscando a quem possa tragar (I Pe.5:8), e que devemos resisti-lo (Tg.4:7). Mas quando nos recusamos a perdoar, estamos deliberadamente quebrando todos estes mandamentos. CONSELHOS PRÁTICOS Para aqueles que reconhecem que não há saída a não ser perdoar, mas que, por outro lado, não é algo tão fácil de se fazer, quero oferecer alguns conselhos práticos que serão de grande valia. Primeiro, o perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé. Já dissemos que o perdão não é por merecimento, logo, não tenho motivação alguma em minhas emoções a perdoar. Não me alegro por ter sido lesado, mas libero aquele que me lesou por uma decisão racional. Portanto, o perdão não flui espontaneamente, deve ser gerado no coração por levar em consideração aquilo que Deus fez por mim e sua ordem de perdoar. As conseqüências da falta de perdão também devem ser lembradas, para dar mais munição à razão do que à emoção. É preciso fé para perdoar. Certa ocasião quando Jesus ensinava seus discípulos a perdoarem, foi interrompido por um pedido peculiar: “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se por sete vezes no dia pecar contra ti, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé”. - Lucas 17:3-5 Naquele instante os discípulos reconheceram que para praticar este nível de perdão iriam precisar de mais fé. E Jesus parece ter concordado, pois nos versículos seguintes lhes ensinou que a fé é como semente, quanto mais se exercita (planta) mais ela cresce (se colhe). É necessário crer que Deus é justo e que Ele não nos pede mais do que aquilo que podemos dar. Se Deus nos pediu que perdoássemos, Ele vai nos socorrer dispensando sua graça no momento em que tivermos uma atitude de perdão. Muitas vezes o perdão precisa ser renovado. Depois de declarar alguém perdoado, o diabo, que não quer perder seu domínio, vai tentar renovar a ferida. Em provérbios 17:9 as Escrituras Sagradas nos falam sobre encobrir a questão ou renová-la. É preciso tomar uma decisão de esquecer o que houve, e renovar somente o perdão. Cada vez que a dor tentar voltar, declare novamente seu perdão. Ore abençoando seu ofensor. Lute contra a mágoa! É importante ver os ofensores como vítimas. Isto é algo especial que vejo em Jesus na cruz: “Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. - Lucas 23:34 Em vez de olhar para eles como quem merece punição e castigo, Jesus enxerga que eles também eram vítimas. Aqueles homens estavam em cegueira e ignorância espiritual, debaixo de influência maligna, sem nenhum discernimento de quem estavam de fato matando. Eram vítimas de todo um sistema que os afastou de Deus e da revelação das Escrituras. E ao reconhecer que ele é que eram vítimas, em vez de alimentar dó de si mesmo (como nós faríamos), Jesus teve compaixão deles. Acredito que este é um princípio para o perdão fluir livremente. Assim como Jesus o fez, deixando exemplo, Estevão, o primeiro mártir do Cristianismo, também o fez: “Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”. - Atos 7:60 Quando você começa a enxergar as misérias da vida espiritual de seu ofensor (ao menos a que manifestou no momento de te ferir), e canaliza o amor de Deus por ele, como você também necessita do amor divino ao se achegar arrependido em busca de perdão, a coisa fica mais fácil. Por Pr. Luciano Subirá |
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